Artigo: Prof. Jorge Paes Rios
Ano: 2002.
As revistas e os jornais especializados tem afirmado, seguidamente, que a utilização de firmas ou cooperativas prestadoras de serviço podem custar muito mais que o previsto aos cofres públicos sejam municipais, estaduais ou federais. Em alguns casos os gastos podem chegar ao dobro ou mesmo ao quádruplo.
Quando um Ministro perguntou ao motorista que o servia o valor do seu salário foi informado que o mesmo percebia mensalmente a quantia de R$ 300,00 e que custava mais de R$ 1.200,00 aos cofres públicos. Para cada trabalhador terceirizado o gasto adicional é de mais de 150% do valor de seu salário, chegando até a 250%. Esse é o preço da terceirização para o contribuinte. E muitas vezes o próprio Governo não possui qualquer controle sobre o número de funcionários terceirizados que prestam serviços para ele mesmo.
Mas o custo do trabalhador não deve ser a única preocupação do governo, que deverá adotar medidas para controle das terceirizadas. Existem trabalhadores terceirizados que atuam em setores estratégicos do Governo, o que é um absurdo, uma vez que ninguém pode servir a dois senhores ao mesmo tempo - ao Governo e à própria Empresa.
O Ministério Público do Trabalho proibiu a contratação de Cooperativas que não pagavam direitos trabalhistas aos empregados. Só é permitida, atualmente, a contratação de empresas de locação de mão-de-obra, que embutem nos seus custos os direitos trabalhistas dos funcionários e os seus lucros, cada vez maiores. Acontece que muitas sequer repassam ao governo o dinheiro do FGTS.
A solução está no concurso público para os serviços chamados de "atividades fim do Estado" o que, na prática, significa reassumir o compromisso com o serviço público de qualidade.
Esta página é dedicada a ÁGUA em seus diversos aspectos. Visa trocar e divulgar informações ligadas aos setores de Gestão de Recursos Hídricos, Hidráulica, Mecânica dos Fluidos, Hidrologia, Saneamento Básico, Ecologia, Combate a Poluição, Gestão Ambiental e outros correlatos. O Professor Jorge Rios atua há mais de 30 anos nos ramos de Políticas Públicas, Organização Técnica de Eventos e Consultoria, além de Universidades Públicas e Particulares no Brasil e no exterior.
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quarta-feira, 6 de março de 2013
CONCURSO PÚBLICO E O PREÇO DA TERCEIRIZAÇÃO
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Concursos Públicos - Eles chegaram na frente
Artigo: Fabiana Ribeiro - Caderno Boa Chance do Jornal O GLOBO - 25 de julho de 2004
Não existe fórmula mágica para ser aprovado em concursos públicos. A não ser estudar, estudar e estudar. O que significa formar conhecimentos sólidos na área em questão. Além de ter tranqüilidade durante a prova. Quem diz isso são candidatos não só aprovados, mas aprovados em primeiros lugares de concursos públicos.
A engenheira Joan Souza foi a número um em dois concursos: um da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outro do BNDES, onde ficou por cinco anos. Conseguiu a proeza, diz, porque estava determinada a usar os concursos para conseguir um emprego estável, com boa remuneração. E porque, conta, fez muitas provas anteriores, sem se preocupar com o número de candidatos que disputava com ela a mesma vaga:
— Decidi não me apavorar diante dos milhares de inscritos.
Até porque, boa parte não tinha condição de concorrer comigo — diz Joan, hoje fiscal da Receita Federal.
Investir no estudo de português é fator fundamental.
Jorge Rios é quase um candidato profissional: tem várias primeiras colocações no currículo, como a das seleções de Ministério Públicoda União, Cefet e CET-Rio. Além de um segundo lugar na Agência Nacional das Águas (ANA). Segundo ele, estudar português é fundamental:
— A vantagem de passar em todos os concursos é que o profissional pode trilhar a carreira. Mas, para isso, é importante dominar as disciplinas referentes à área e às demais que constam no programa. Se uma pessoa não é boa em português, nem adianta se inscrever.
Segundo Josiana Paganini, técnica em comunicação da Uerj, são os conhecimentos na área que garantem a aprovação. Diz isso porque também coleciona títulos: foi terceiro lugar nas provas da Uerj e do MEC e quarta colocada na Câmara de Deputados. Tem mais:
— É a boa formação, desde o ensino básico, que traz capacidade de raciocínio e de argumentação, item fundamental para as provas discursivas.
Aprovação em concursos públicos conta pontos numa nova seleção
Ser aprovado em concurso público conta como título em outro concurso público. Ou seja, tem peso na classificação final de um candidato e pode ser usado como critério de desempate em outros processos de seleção. Para os primeiros colocados, garante ainda pontos extras no currículo, observam especialistas.
Segundo Marco Aurélio Guimarães, gerente de concursos do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, entidade que organiza concursos públicos, há profissionais que, sabendo do valor da aprovação em concursos, participam de vários processos de seleção:
— Por isso, há quem se inscreva em concursos de prefeituras só para acumular pontos e ajudar em sua aprovação.
Guimarães acrescenta que estar entre os primeiros colocados exige muito mais do que aprovações anteriores. É preciso estar se dedicando aos estudos há alguns anos.
— Há candidatos que chegam a passar, de primeira, em primeiro lugar. Mas esse candidato é uma exceção. A vantagem é que ele tem nas mãos o poder de ir em busca do emprego público que ele considera ideal — diz Guimarães.
A busca pelo emprego ideal foi o que levou a advogada Lia de Alencar a escrever o livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”, lançado no início do mês pela Editora Ferreira. Na obra, ela conta, com bom-humor, como é possível passar nessas seleções.
‘O candidato bem preparado disputa com outros três’
Lia mostra como se organizar nos estudos e destaca o peso do apoio e da compreensão da família. Além da importância da perseverança de cada um. Isso porque, também para a autora, estudar é o fator que leva à aprovação.
Para Sylvio Motta, coordenador da Companhia dos Módulos e da Editora Impetus, os profissionais devem ter disciplina para estudar e se basear nas matérias que são pedidas nos editais dos concursos. Também é preciso observar, no edital, que tipo de prova está prevista. E qual é a entidade que está organizando a prova. Isso porque cada instituição tem seu estilo de concurso.
— O candidato bem preparado está disputando com, no máximo, três candidatos por vaga. E o maior concorrente dele é ele mesmo. Por isso, acredito que não exista susto para quem se prepara para o curso — acentua Motta.
Nesse preparo, Motta inclui a inteligência emocional. Ou seja, o candidato precisa desenvolver, em paralelo aos estudos, a auto-estima. E, acentua o coordenador da editora, essa parte nem sempre é a mais fácil:
— Muitas vezes, dá aquele branco. Ou, então, o profissional se pergunta o que está fazendo naquele concurso ou discute com o fiscal da prova. E isso prejudica muito.
No dia da prova
HORA: É importante que o candidato chegue ao local da prova com antecedência de um período que varia de meia a uma hora. Assim, não corre o risco de ficar nervoso por conta de atraso, nem fica ocioso por muito tempo.
CONCORRENTES: É comum o candidato se assustar com o número de concorrentes, o que pode prejudicar seu desempenho. Nessa hora, vale lembrar que nem todos se prepararam.
PROVA: Segundo professores, os candidatos devem ler as instruções da prova com calma e ter bastante atenção aos enunciados. Diante de uma questão complicada, passe adiante.
VÉSPERA: A máxima de que não vale pegar em apostilas na véspera da prova deve ser respeitada. A ordem é desacelerar.
Antes da prova
ESTUDO: Fazer testes aplicados em concursos anteriores é fundamental. Assim como ler muito sobre temas normalmente explorados.
TEMPO: O candidato precisa organizar seu tempo, principalmente se estiver cumprindo dupla jornada: estudando e trabalhando. Fixar horários para diferentes disciplinas pode ajudar.
SONO: Em época de estudo, aliás, é importante dormir bem. É o caso de se impor limites aos livros, mas também evitar noitadas.
TRANQÜILIDADE: O profissional precisa se preparar psicologicamente para os exames, o que significa estudar com tranqüilidade e não se preocupar com o número de concorrentes. Nem com o nível de dificuldade da prova. O importante é se manter concentrado.
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